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Palmilhas corretivas: quando elas são necessárias?

Nosso corpo não é perfeitamente simétrico. Algum grau de discrepância todo mundo tem. É muito difícil encontrar uma perna exatamente igual à outra, da mesma forma que é incomum um olho com o mesmo grau de deficiência que o outro. Essa diferença pode ter causa óssea (a pessoa nasceu com a assimetria ou ela foi provocada por algum acidente e, nesse caso, é irreversível – e pode-se fazer a compensação por meio de palmilhas se a desarmonia gerar desconforto. Cerca de 60% das pessoas têm pequenos encurtamentos, mas a maior parte não percebe até surgirem dores ou outros problemas.

Segundo os médicos, até 2 cm não interfeririam na qualidade de vida e nas atividades do dia a dia, já que a bacia realiza um movimento de báscula que compensa essa desproporção e permite a adaptação. Porém, quando se trata de um problema agudo, como a sequela de uma fratura, o organismo “não tem tempo” de compensar e o uso da palmilha torna-se inevitável.

Para quem corre, no entanto, 0,5 cm (ou 5 mm) seria capaz de causar desconforto, podendo levar a dores nos joelhos, quadril, tornozelos, problemas na coluna e na cervical, hérnia, artrose, além de prejudicar a performance pelo estresse criado na musculatura. E mais: a diferença acentuada facilitaria a ocorrência de lesões, como tendinite do calcâneo e fascite plantar.

Segundo o fisioterapeuta francês René Bourdiol, que criou um conceito terapêutico em que as bases da correção postural seriam neurológicas e não somente mecânicas, a região plantar possui uma infinidade de neurossensores, que são sensíveis às variações de deformação, conforme a gente pisa. Devido a um mínimo contato com a sola do pé, seria desencadeada uma estimulação dos receptores plantares, sendo instantaneamente transmitida ao sistema nervoso central, abrangendo a coluna vertebral, membros superiores e inferiores, regulando a tensão dos músculos posturais e corrigindo suas assimetrias.

O tratamento para a diferença entre as pernas de ordem muscular consistiria, então, na reprogramação da postura por meio da utilização de palmilhas. E para produzir os estímulos na região plantar são desenvolvidas peças que desencadeiam as correções. Estas peças variam de tipo, espessura e densidade e são fixadas nas palmilhas, ficando em contato com o pé, dispostas em uma órtese denominada de palmilhas proprioceptivas ou posturais e determinadas por uma avaliação. Estas palmilhas têm como objetivo reduzir o pico de pressão e distribuir a força de reação do solo por toda a região plantar. Por estarem posicionadas entre o pé e o calçado, aumentam a eficiência do controle postural durante a posição ereta, na caminhada e na corrida.

Após a avaliação postural fisioterápica completa, o fisioterapeuta faz a prescrição das palmilhas. O paciente passa então pelo pedígrafo – uma espécie de xerox dos pés para ver onde há pontos de pressão – para a confecção das palmilhas, que são personalizadas, feitas de material leve, macio, flexíveis, fáceis de limpar, e ainda podem ter mecanismos de impulsão e amortecimento, já que durante a marcha normal o peso é multiplicado em torno de três vezes e na corrida o peso passa a ser cinco ou seis vezes maior. O paciente pode encomendar um ou mais pares, adaptáveis a calçados esportivos e sociais. No caso dos corredores, para não incomodar, prefira um número maior de tênis e o ideal é usá-las no dia-a-dia, o maior tempo possível.

É feita uma reavaliação das palmilhas a cada 40 dias, até completar o período de adaptação, de cerca de 120 dias. Nas primeiras semanas podem ocorrer dores musculares leves, pois o corpo está se acostumando com a correção.

As palmilhas, quando bem conservadas, duram mais de um ano. E visitas regulares – semestrais ou em alguns casos até anuais – vão determinar a continuidade do uso ou a modificação dos elementos que as compõem. Sem dores, experimentando conforto a seus pés e com melhora do desempenho, dificilmente o corredor as abandonará.

 

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